1ª Maratoninha Mogi reúne 10 mil pessoas e transforma o Parque Centenário em palco de alegria
Mais do que uma corrida, o evento colocou crianças de todas as idades e também participantes com deficiência para correr, brincar, sorrir e viver um dia especial ao lado da família
Por Leandro Gomes
Publicado em 24/10/2026 15:18 • Atualizado 24/10/2026 15:19
MOGI DAS CRUZES
Divulgação / PMMC

O Parque Centenário, em Cezar de Souza, amanheceu diferente neste sábado (24/10). No lugar da correria do dia a dia, quem tomou conta do espaço foram os sorrisos, os gritos de incentivo e a alegria de milhares de famílias que foram participar da 1ª Maratoninha Mogi – 2026.

A primeira edição do evento reuniu cerca de 2 mil crianças inscritas e levou aproximadamente 10 mil pessoas ao parque durante toda a programação.

Mas quem esteve por lá percebeu rapidamente que aquela não era apenas uma corrida.

Era um daqueles dias que ficam guardados na memória das crianças — e também no coração dos pais.

Teve criança correndo pela primeira vez. Teve pai e mãe vibrando na chegada. Teve criança pequena descobrindo a alegria de participar de uma prova e teve também quem precisasse de um apoio especial para mostrar que, no esporte, ninguém precisa ficar para trás.

A prefeita Mara Bertaiolli acompanhou a programação e destacou a importância de criar oportunidades para que as crianças tenham contato com o esporte desde cedo.

“Mais do que uma competição, a Maratoninha é uma oportunidade de estimular hábitos saudáveis, promover a inclusão e reunir as famílias em um espaço público de qualidade.”

E talvez essa seja justamente a maior vitória da Maratoninha: não foi preciso chegar em primeiro lugar para ser vencedor.

Cada criança que entrou na pista já tinha conquistado alguma coisa.

Algumas venceram a timidez. Outras venceram o medo. Algumas simplesmente descobriram que correr pode ser divertido. E muitas tiveram a oportunidade de viver um momento ao lado dos pais que certamente será lembrado por muito tempo.

Uma corrida para cada criança

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Qualidade de Vida, preparou percursos diferentes de acordo com a idade.

A competição foi dividida em seis categorias: Ursinho, para crianças de até 3 anos; Esquilinho Marrom, de 4 e 5 anos, com percurso de 30 metros; Lobinho Cinza, de 6 e 7 anos, com 50 metros; Jaguatirica Amarela, destinada às crianças com deficiência, também com 50 metros; Lebre Azul, de 8 e 9 anos, com 80 metros; e Raposa Laranja, para crianças de 10 a 12 anos, com percurso de 120 metros.

E foi justamente a categoria Jaguatirica Amarela que abriu as provas.

A escolha não foi por acaso. A iniciativa reforçou uma mensagem importante: o esporte também é lugar de inclusão, respeito e oportunidade para todos.

A equipe de paradesporto da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Qualidade de Vida esteve presente para acolher e orientar as crianças com deficiência, garantindo que elas pudessem participar com segurança e tranquilidade.

Quando a medalha é o sorriso

Para as famílias, a experiência também foi especial.

Ariane Reis levou os filhos Manuela, de 10 anos, e Júlio, de 6, e aprovou a organização.

Segundo ela, o evento foi uma oportunidade para as crianças se divertirem com segurança.

O casal Leonardo e Isbele La Cruz também participou ao lado da pequena Isabela, de apenas 2 anos e meio. Para eles, o mais importante foi ver toda a família aproveitando o momento.

E para Michele da Silva, mãe de Murilo, de 8 anos, que participou da categoria PCD, a estrutura oferecida fez diferença.

Para uma criança com deficiência, ter acesso, acolhimento e condições para participar não é apenas uma questão de esporte. É mostrar, na prática, que ela pertence àquele lugar e que seus sonhos também têm espaço.

Parque Centenário virou espaço de encontro

E quem pensou que o dia terminaria depois das corridas se enganou.

A programação também contou com uma edição especial da Rua+Feliz, levando brinquedos, atividades recreativas, brincadeiras, atrações infantis e espaços de convivência para o Parque Centenário.

O resultado foi um grande encontro de famílias.

Crianças brincando, pais acompanhando, amigos conversando e muita gente aproveitando o sábado em um dos principais espaços públicos de lazer de Mogi das Cruzes.

Cerca de 50 profissionais, entre monitores, instrutores, equipes de organização e apoio, trabalharam para que tudo acontecesse da melhor maneira possível. A Secretaria Municipal de Saúde também participou da estrutura, com posto médico e ambulância para eventuais atendimentos.

Mais do que formar atletas, formar histórias

Para o secretário municipal de Esportes, Lazer e Qualidade de Vida, Fred Abib, a proposta é incentivar a prática esportiva desde a infância e mostrar que cada criança pode superar seus próprios desafios.

E essa talvez seja uma das maiores lições deixadas pela primeira Maratoninha.

Porque antes de formar atletas, o esporte pode formar crianças mais confiantes, saudáveis, participativas e preparadas para enfrentar os desafios da vida.

O Parque Centenário, com seus 215 mil metros quadrados, mostrou mais uma vez que pode ser muito mais do que um lugar para passear.

Pode ser palco de encontros, descobertas, brincadeiras, inclusão e memórias que ficam para sempre.

Inaugurado em 2008 em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, o parque completou 18 anos em 2026 e deve receber novas melhorias para oferecer ainda mais comodidade e atrativos à população.

No fim das contas, talvez a maior imagem deste sábado não seja a de uma criança cruzando a linha de chegada.

É a imagem de um pai ou de uma mãe olhando para o filho e dizendo: “Você conseguiu!”

Porque para uma criança, às vezes, 30, 50 ou 120 metros parecem uma grande distância.

Mas quando ela corre cercada de incentivo, carinho e aplausos, aprende uma coisa que pode levar para a vida inteira: o importante não é correr mais rápido que os outros, mas nunca desistir de chegar ao seu próprio destino.

A 1ª Maratoninha Mogi mostrou que esporte, inclusão e família podem caminhar juntos.

E quando uma cidade consegue proporcionar às suas crianças um dia de alegria, convivência e oportunidade, todo mundo chega à linha de chegada um pouco mais vencedor.

Leandro Gomes

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